sábado, 12 de dezembro de 2015

A EMANCIPAÇÃO DE ÁFRICA 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pablo Picasso

Guernica

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

MURAL - junto ao Cais da Moita


Pintura elaborada em 1982, a partir de uma foto a preto e branco de 1882. Iniciativa Popular com o apoio da Junta de Freguesia da Moita. Totalmente refeita em Set. de 2008.
(Alt. - 3,5 mts Larg. - 11 mt)




Pinturas de Joan Miró

Principais obras de joan miro Joan Miró   Principais Obras


Obras joan miro Joan Miró   Principais Obras

Ultima Ceia












óleo s/tela 

Ideia retirada de figuras esculpidas em madeira por um artesão desconhecido. Trabalho encomendado por um amigo, que colocou-me logo a condição de pintar apenas onze apóstolos, pois na sua ideia, Judas  já não deveria ter participado nesta ceia.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Fuzilamento

                                                                                                                                                   GOIA                               

Jorge de Sena (in "metamorfoses", 1963)

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.

Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.

Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse com suma piedade e sem efusão de sangue.

Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.

Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer
aniquilando mansamente, delicadamente
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.

Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.

É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.

Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
– mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –
não hão-de ser em vão. Confesso que,
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.

Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».

E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é só nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Retrato a grafite
(familiar falecido)

sábado, 13 de abril de 2013

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Também gostava de cá fazer destas...








Também gostava fazer destas nas paredes da minha terra.
 
Ainda por cima, os murais que  por cá já pintei não corresponderam a grandes investimentos por parte da Autarquia, foram quase à borla.       
Facto a demonstrar que mesmo num projecto de maior dimensão. o pintor não saíria caro. Chama-se a isto lançar a "escada", entretanto desejo que por tal não me considerem oportunista, e antes que compreendam, que procurar trabalho é uma forma honesta de se fazer à vida.

Trabalho de FAUSTO SAMPAIO

    "Fortaleza da Aguada"
    Goa - 1944
Retirei esta imagem de um "velho catálogo", divulgado numa exposição deste pintor promovida pelo Ministério do Ultramar em 1945.
Fausto Sampaio, nasceu em Alféloas, Anadia em 1893. Ao ver as inúmeras imagens que pintou, registando a presença portuguesa no mundo, faz-me lembrar Camões que o fez pela escrita. 
Tal como o Poeta, pelas dificuldades que ao longo da vida teve de enfrentar e pela opção corajosa e aventureira, pela preserverança demonstradas, merece ser revisitado não apenas pela sua sublime capacidade artística, mas também pelo seu percurso de vida.

- Prometo voltar com mais imagens dos seus trabalhos e detalhes biográficos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Padroeira da Vila da Moita

























 
Nossa Senhora da Boa Viagem
Pintura conforme imagem da padroeira da Moita
(encontra-se no lado esquerdo do altar da Igreja matriz)

  Para quem aprecia arte sacra, descobre que esta imagem é das mais bonitas da região, em cujos locais outrora as populações por crença, adoptaram figuras para padroeiras(os) dos seus lugares. Acontece que na imagem escolhida, de muito bom gosto e significado, pela população moitense para a sua padroeira - estão na humildade das suas vestes, as côres do vinho e da uva madura, exaltando em cruzado o azul e o verde turqueza, a lembrar as searas e o Tejo. Se repararem bem, até descobrem o lenço igual ao que as camponesas ainda usavam há poucos anos, como aqueles que as dançarinas do Rancho da Barra Cheia usam.
 É lamentável que ao invés desta imagem, venham anualmente vulgarizando desde há dezenas de anos na Procissão das festas de Setembro em sua honra, uma outra, que é um atentado ao bom gosto e sensibilidade dos moitenses que outrora escolheram, pagaram e ofereceram aquela obra de arte. Todos os anos desfiguram a imagem, com uma cabeleira desgrenhada e um enorme e opulento manto, transformando uma bela escultura na rídicula figura de uma "barbie magricela e mal vestida".

domingo, 25 de março de 2012

Paisagens


Paisagens de onde sobressaem as marcas do Alentejo.
Encontram-se no Restaurante "Gaspachinho", na Moita.
     (acrílico s/tela)

terça-feira, 6 de março de 2012

Por nossa culpa ...

Pintura a óleo sobre tela
1989








"Histo é Arte e Nada Consta"





"Histo é Arte e Nada Consta"
Estes são alguns dos trabalhos que integram muitas dezenas de criações colectivas, espalhadas pelas ruas e avenidas de Brasília.
Saquei-as de um calendário oferecido pelo meu amigo Luís Guerreiro, que por cá pinta azulejos, mas quando lá vai, também alinha no"molhão"que transforma as avenidas e ruas em galerias, a cidade num museu.
- É a Arte da "Candanga"!...

Mural - S.F.Estrela Moitense





















Mural pintado em 1999, por decisão da Direcção daSoc. Fil. Estrela Moitense - relembrando o tempo em que ali funcionava um dos cinemas da localidade.
(alt.- 7 mts, larg.- 4,5 mts)







Tratam-se de quatro paineis a memorizar as actividades desta Colectividade centenária, fundada em 1869.
Esta pintura foi executada em 2010, significando também uma homenagem a todos que fizeram daquele espaço um local de difusão dos ideais republicanos e do valor da liberdade. 

MURAL - Moita
















Pintura elaborada em Dez. de 2008, relativa ás comemorações do 1ºCentenário da implantação da República.  Iniciativa da Junta de Freguesia da Moita.
Larg - 25mts, Alt.- 3,5mts


Mural
















Mural alusivo ao 35º aniversário da Revolução de Abril de 1974.
(Rosário-pátio)
(Alt. - 6,5 mts, Larg.- 7 mts)



Estuário do Tejo
Rosário - Moita
(óleo s/tela)
alt.- 0,50larg.-0,60

Cenário














Trabalho Colectivo - 1983
 S.F.Capricho Moitense
"Sinfonia Campestre"
Ex- Grupo de Teatro e Dança Juvenil
Cenários com a dimensão - Alt. 6 mts,Larg. 10 mts

Paisagem marinha - Rosário

Pintura a óleo sobre tela
(1989)

Tauromaquia




















Pintura em acrílico sobre platex. Embora não entusiasta da aficion, cumpri a vontade de um amigo. Encontra-se no "Talho do João" no mercado Municipal da Moita.

Tecto de uma Capela














Pintura de abóboda de uma Capela de um Convento, numa herdade no Concelho do Alandroal.
Trabalho realizado em Agosto de 1988, a partir de fotografias de um fresco barroco, anteriormente destruído por ignorância e vandalismo.

Varinos no cais
















Transporte de cortiça (Cais da Moita)
(óleo s/tela- 0,70 por 0,50)

Mural interior


Antiga entrada de um Convento.
S.Francisco - Alcochete

Cais da Moita


"Zé Foge"
é o nome do bote, mas não existiu embarcação com tal nome.
Trata-se de memorizar um homem que enquanto viveu, contou apenas com a pesca nesta parte estuário do Tejo. Sempre, numa canoa tão pequena, que qualquer um sem o seu saber, a baldeava de certeza. Um bom homem, calmo e sempre bem disposto.
.
Aparece o guindaste, que desapareceu de forma estranha nos "tempos da outra senhora".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010